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Poesia MusicalUm lugar onde as palavras têm som... |
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Para ti, amorÉ tão bom sentir que estás sentado ao meu lado, enquanto a chuva bate nas telhas desta casa, e que continuarás aqui até o sol raiar. Quero ter a certeza que o tempo passará por nós e que continuaremos unidos, tal como estamos hoje. Aconteça o que acontecer serás sempre o único, aquele que me mudou e me tornou na mulher que sou. Serás sempre aquele que me olha e entende, naqueles dias em que o mundo me esquece. Hoje e sempre, és e serás a outra metade de mim... aquele que torna o meu coração completo e o faz bater ao som do compasso uníssono que nos une.
Por tudo o que me fizeste sentir até hoje e desejar continuar a viver ao teu lado para sempre, só te posso dizer muito obrigado por teres cruzado a estrada da minha vida.
Amo-te, para sempre!
p.s. Há dias em que me fecho e não te digo o que sinto, mas quero que saibas que em todos esses dias te amo mais intensamente.
Copyright © Tytta Entre o vazio e a solidãoVomitei as entranhas, durante a noite toda. Foi uma sensação de desprendimento, tal como, quando queremos sair do nosso próprio corpo. Inundei-me em suores frios, enquanto vinha à minha mente a presença do teu rosto desfigurado pela morte. O sono embalou-me sem efeito, por entre uma cama dura de pensamentos que me assombraram sem piedade. E eu desejei ter-te de novo na minha vida, de um modo que só a verdadeira amizade consegue explicar. Então envolvi-me na ilusão dos teus braços esfumados pelo tempo e deixei-me acreditar na tua presença a envolver-me na imensidão do escuro. Saudade de ti amiga, foi a única coisa que consegui sentir, foi o único sentimento que consegui distinguir no meio do turbilhão de sentimentos confusos em que me inundei. Não, já não estás mais aqui ao alcance de uma mão estendida. Foda-se, já não há qualquer hipótese de voltar a ver-te.
A noticia que recebi a tarde passada atordoou-me, deixou-me dormente. Sinto que fiquei letárgica, um tanto mais apática do que o que tem vindo a tornar-se habitual na minha vida. Preciso de dar mais de mim, se quiser assegurar o meu lugar, por aqui, mais uns tempos. Mas a coragem falta-me, o sangue vermelho começa a escassear nos impulsos de alegria que rareiam em mim. Não tenho mais amizades a quem eu possa recorrer para falar disto um pouco. E eu tenho medo de ficar a falar sozinha neste instante em que navego à deriva. A escrita e o espírito da tua presença são as únicas constantes a que eu me agarro para desabafar. Mas eu preciso de mais. Como eu preciso de alguém de carne e osso que possa confortar-me um momento. Não peço muito, peço apenas uma amizade que esteja disposta a sentar-se ao meu lado e se demore, um pouco, a ouvir os silêncios que escondo dentro de mim. Nem isso eu tenho hoje. Já nem uma amizade me sobra. Porque tu, minha amiga, morreste sem tempo para dizer-me adeus e eu afastei a outra amizade que me é importante. Está tanto frio. Tenho os poros abertos em arrepios que me fazem tremer o corpo. Neste momento, em que a lua se esconde atrás de nuvens de breu, já nada mais me importa. Tenho somente que redimir-me pelo que sou e deixar-me ir com o que me foi destinado. Sinto a alma a estremecer. Por isso, tenho que pedir perdão a quem acreditou em mim e que eu, de um modo ou de outro, consciente ou inconscientemente, trai. A todos aqueles que passaram pela minha vida, peço desculpas se nunca vos dei a atenção que procuraram e, conscientemente, vos magoei porque tenho a mania de catalogar e distinguir as pessoas em amigos e/ou família que gosto ou amo. Desculpem se vos afastei de mim, sem vos dar qualquer hipótese de aproximação e sem sequer ouvir as angustias que tomaram conta dos vossos dias. A ti, amiga que afastei, quero entregar, aqui com palavras, o meu pedido de desculpas por toda a dor que te causei em momentos de egoísmo. Tenho noção do que disse e porque o fiz. Sinto que a minha opinião foi expressa de um modo a que nunca te habituei e isso feriu os princípios pelos quais sempre nos guiámos. Sei que sempre te dei o melhor de mim, em tudo o que fiz por ti. Hoje essa dedicação leva-me a crer que, por ter dado demais, a tua ausência é o castigo que mereço. Tudo bem, tenho a consciência tranquila porque sinto que te amei como amiga o melhor que pude, arriscaria a dizer que tiveste com a minha amizade o melhor que algum dia terás. Talvez a tua opinião seja diferente e digas que apenas tiveste o pior que poderias ter tido. Se for esse o caso, eu também peço desculpa. Somente lamento que a amizade em que sempre acreditámos termine assim, deste modo. Lamento que termine sem grande esforço da tua parte para lutar por algo em que sempre me fizeste acreditar. Mas como tu disseste "a confiança foi quebrada", eu só tenho que aceitar isso e seguir em frente com o que resta. Por saber o quanto te magoei, como me dói toda esta situação e sentir que, talvez, nunca mais tenha a hipótese de falar contigo, estou aqui deitada sobre estas palavras que me levam a escrever numa folha de desabafos. E neste momento, perdão é a única palavra que me escorre no pensamento, mesmo sabendo que o orgulho que sempre te caracterizou é um entrave a uma mudança no juízo final que já fizeste de mim. Agora que a madrugada clareia no horizonte, abro mais as janelas e deixo-me ficar a arrefecer, ainda mais, a alma que estremece cá dentro. Dentro de algum tempo já poderei ver as ondas que rasgam o mar que se revolta adiante. De braços cruzados contra o peito, estendo o pensamento até ti... tenho esperança que consigas ouvir que me encontro entre o vazio e a solidão. Tenho esperança que me leves ao teu encontro, seja ele qual for, estejas tu onde estiveres. Copyright © Tytta Desculpas...Olá a todos os que me seguem e aos que já se queixaram via e-mail pela minha ausência.
Facto é que abraçei um novo trabalho como gestora de produto e marketing... e tenho andado tão ocupada com isso e os treinos que mal me sobra tempo para respirar.
Brevemente colocarei aqui uns poemas novos.... e mais umas news!
Obrigada a todos.
Jinhos, Tytta
Copyright © Tytta Estou à tua esperaTodos os dias te espero, de manhã à noite,
na esperança de ouvir um telefonema teu.
Quando chegas? Desconheço.
Onde estás? Já não sei.
Encolho-me dentro do coração apertado.
Tenho saudades tuas, mais do que imaginas.
Quero pedir perdão porque sei que errei,
mas sinto que também tenho muito a perdoar.
De que adianta andarmos neste impasse?
A vida é curta demais para nos sentarmos
à sombra dos nossos caprichos e vontades.
A porta que bateste, quando foste embora,
continua aberta à espera que entres...
Basta que venhas. Basta que chegues.
Basta que não tardes a entrar.
Copyright © Tytta Ontem. Hoje. AmanhãOntem dei-te a doçura das minhas palavras e tu ficaste com o meu sorriso. Sabes o que fizeste, quando te estendi a mão? Pois bem, roubaste o brilho terno do meu olhar e tudo mais o que eu poderia voltar a ver. Na verdade aprisionaste o meu coração, a esse teu mundo fútil, sem me deixares saber nada de ti, sem sequer saber quem és.
Hoje não me apetece escrever, tenho as palavras cansadas e a alma a sangrar lágrimas que ninguém entende.
Amanhã tudo vai mudar, eu sei que vai mudar. Amanhã vais recordar-te do som da minha voz e ficar com o meu nome cravado no teu pensamento. E eu? Eu não vou estar mais ao alcance dos teus caprichos.
Copyright © Tytta |
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